Fisioterapia da Cabeça e Pescoço

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Fisioterapia da Cabeça e Pescoço

FISIOTERAPIA VESTIBULAR

A fisioterapia vestibular consiste em avaliar e tratar pacientes com os sintomas de vertigem tontura e desequilíbrio corporal. O tratamento é feito através de manobras específicas e exercícios. Os exercícios são realizados repetidamente com o intuito de promover a recuperação fisiológica das funções corporais, reações e do equilíbrio corporal.

FISIOTERAPIA NA DISFUNÇÃO DA ATM E DOR OROFACIAL

O que é ATM?

ATM significa “articulação temporomandibular”. Essa articulação situa-se logo à frente do ouvido e é responsável pelos movimentos da mandíbula. A disfunção da ATM é chamada DTM. Se você apresenta alguns desses sintomas descritos a seguir: dor na região cervical, ruído e/ou desvio ao abrir ou fechar a boca, dor nas articulações e/ou nos músculos da face, sensação de cansaço no rosto, dor de cabeça na região das têmporas, dificuldade de abrir ou fechar a boca, sensação de ouvido “tampado”, dor ou zumbido, procure um médico, fisioterapeuta ou dentista.

O que é Dor Orofacial?

Por definição, é toda a dor associada a tecidos moles e mineralizados (pele, vasos sanguíneos, ossos, dentes, glândulas ou músculos) da cavidade oral e da face.

A fisioterapia no tratamento das disfunções da ATM tem como objetivo minimizar a dor muscular e articular, melhorar a amplitude de movimento, a redução da inflamação, o fortalecimento e alongamento dos músculos mastigatórios, e a melhora dos estalidos e cliques da articulação, além de trabalhar a postura cervical, evitar possíveis cirurgias, e reeducar o paciente em relação ao posicionamento correto da mandíbula.

O que é zumbido?

O zumbido é um som percebido nos ouvidos ou na cabeça sem que haja estímulo sonoro externo. Trata-se de sintoma (e não de doença) que pode apresentar inúmeras causas. De acordo com pesquisa da American Public Health Agency, o zumbido é o terceiro sintoma mais incômodo, perdendo apenas para dor e tonturas intensas e intratáveis. Estudos epidemiológicos indicam que a prevalência do zumbido varia de 10 a 15% na população geral. No Brasil, dados recentes mostram que cerca de 40 milhões de brasileiros apresentam o sintoma.

Quais tipos de zumbido são mais comuns?

Alguns zumbidos podem ser agudos, outros graves, constantes ou percebidos em dias alternados. Os sons podem ser semelhantes a um apito, chiado, escape de ar, grilo, cigarra, sirene, cachoeira, motor, panela de pressão, dentre outros.

Quais profissionais devo procurar inicialmente para tratar o zumbido?

O médico mais indicado para tratar o zumbido é o otorrinolaringologista. Quanto mais rapidamente for iniciado o tratamento, maiores as chances de reverter o sintoma. Para alguns pacientes, a abordagem multiprofissional é indispensável. O fisioterapeuta seria indicado nas queixas de zumbido que tenha uma causa somática ou somatossensorial como descrita abaixo.

Quando devo procurar um fisioterapeuta para tratar o zumbido?

O fisioterapeuta poderá ajudar nos casos de zumbido que tenham origem musculoesqueléticas (somatossensorial) ou emocional. Procure-nos caso apresente:

  • Queixa de dor nas regiões cervical (pescoço), ombros, face e/ou cabeça
  • Tensão ou rigidez nas regiões cervical, ombros e face
  • Limitações na movimentação cervical e articulação temporomandibular (ATM)
  • Surgimento ou piora do zumbido após lesão ou manipulação incorreta da cervical, a exemplo de massagens
  • Piora do zumbido com o aumento de dores ou tensões musculares
  • Aumento ou diminuição da intensidade do zumbido durante movimentos cervicais (flexão, extensão, rotação e inclinação) e mandibulares (abertura, fechamento, protrusão, lateralização)
  • Aumento ou diminuição da intensidade do zumbido após mudança de posição da cabeça e/ou da cervical (por exemplo, ao trocar de travesseiro, após um cochilo no sofá, má postura ou alongamentos)
  • Bruxismo (ranger dos dentes) ou apertamento dentário
  • Ansiedade, stress, síndrome do pânico e depressão.

Como uma alteração no músculo ou articulação pode causar zumbido?

O zumbido causado por disfunções musculoesqueléticas é chamado de zumbido somatossensorial. Como exemplo, imagine duas linhas de trem que se encontram em uma estação central. Uma linha vermelha a que chamaremos “via somatossensorial” e uma azul chamada de “via auditiva”. A linha vermelha é formada por músculos e articulações que se localizam principalmente na face, cervical e ombros. Quando há tensão, dores ou alterações nesta região, estímulos são enviados para a linha azul, em um local chamado de núcleo coclear dorsal. É neste ponto que se encontram neurônios multitarefa que captam informações das linhas vermelha e azul. Como são estímulos excitatórios, o cérebro pode interpretá-los como zumbido ou até mesmo modular (aumentar ou diminuir) um zumbido já existente.

O zumbido pode melhorar com a fisioterapia? Quantas sessões seriam necessárias?

Sim, o zumbido pode melhorar ou até mesmo desaparecer com o tratamento fisioterapêutico. Geralmente são indicadas 10 sessões iniciais, realizadas 1 vez por semana com 1 hora de duração cada. Em seguida, o paciente é reavaliado e verifica-se a necessidade ou não de continuidade do tratamento.

Quais técnicas fisioterápicas são utilizadas para o tratamento do zumbido?

As técnicas utilizadas variam de acordo com o histórico (anamnese) e a avaliação física de cada paciente. O mais importante é que a avaliação seja realizada por fisioterapeuta especializado em zumbido.

Dor na face, na cabeça, no ouvido, estalido, zumbido pode ter origem odontológica.

PARALISIA FACIAL

É a perda de movimentos da face devido à lesão do nervo facial. Quando a paralisia afeta a metade da face (testa, olho e boca), é chamada de paralisia facial periférica, isto é, a lesão ocorreu no trajeto do nervo facial que fica fora do cérebro. Quando a lesão ocorre no trajeto do nervo que fica dentro do cérebro, é causada por um AVC e a face não fica completamente paralisada (o olho fecha e a testa se movimenta), além de apresentar outros sintomas.

Quais as causas da paralisia facial?

Uma das causas mais comuns é a resposta do corpo a um vírus (herpes simples), como é o caso da Paralisia de Bell. Como reação a este vírus, o nervo facial “incha” dentro do canal ósseo e é pressionado. Outras causas são as infeccões de ouvido, AVCs, mudanças bruscas de temperatura, traumas, diabetes, tireoidopatias, tumores, doenças autoimunes, infecções por HIV, doenças hipertensivas, stress, entre outras. Somente o médico poderá diagnosticar corretamente o tipo de paralisia facial apresentada.

Quais os principais sintomas?

Além dos incômodos e prejuízos estéticos causados pela paralisia facial, alguns sintomas adicionais podem ocorrer:

  • Boca torta, repuxada para o lado não paralisado
  • Impossibilidade de fechar completamente um dos olhos e de franzir a testa
  • Dor de cabeça, na face, no ouvido ou na região cervical
  • Zumbido e sensibilidade aos sons
  • Dificuldade para falar ou comer
  • Dificuldades para assoviar ou para reter a saliva dentro da boca
  • Ausência de percepção de sabor na ponta da língua
  • Secura na boca e olhos
  • Lacrimejamento
  • Salivação excessiva

Em quanto tempo a paralisia pode melhorar?

A recuperação vai depender de inúmeros fatores: idade do paciente, causa e grau da paralisia, o tipo de lesão do nervo facial, entre outros. Procure um médico neurologista ou otorrinolaringologista o mais cedo possível.

Existe a possibilidade de ficar com a paralisia facial para sempre?

Sim. Quando o paciente demora a procurar ajuda de um profissional, pode ocorrer paralisia e lesão dos músculos da face que são inervados pelo nervo facial. Para estes casos, existem procedimentos realizados por médicos competentes para minimizar os efeitos.

A fisioterapia ajuda?

Sim. A fisioterapia é importantíssima para que ocorra melhora rápida e diminuição das possíveis sequelas da paralisia. Exercícios e terapias manuais são aplicadas, além de orientações para o paciente. Quanto mais cedo for realizado o tratamento por profissionais qualificados, maiores as chances de melhora total do quadro.

FISIOTERAPIA NO PÓS OPERATÓRIO DE CIRURGIAS

A atuação da Fisioterapia na fase pós-cirúrgica vem sendo cada vez mais difundida, e sabe-se que um tratamento fisioterapêutico adequado irá contribuir para uma evolução favorável do processo de reparação tecidual (cicatrização) e suas intercorrências.

Agora falando, mais especificamente, do pós-operatório de cirurgia buco-maxilo-facial, a Fisioterapia poderá atuar nas seguintes condições:

  • Edema
  • Alterações de sensibilidade
  • Diminuição da amplitude de movimento mandibular
  • Redução de força da musculatura orofacial e/ou cervical
  • Algias (dores) musculares e/ou articulares
  • Retrações miofascias (sensação da musculatura da face “presa” )

Essas são algumas das condições, nas quais a Fisioterapia poderá atuar, e fazer com que esse período tão delicado transcorra com o mínimo de intercorrências e desconfortos possíveis, assim como, favorecendo  à um retorno às atividades da vida diária mais breve.

FISIOTERAPIA NAS CEFALÉIAS

Segundo a Classificação Internacional de Cefaleias, elaborado pela Sociedade Internacional de Cefaleias, existem mais de 100 tipos de dores de cabeça. Dentre esses há 3 tipos nos quais a Fisioterapia pode atuar no tratamento, que são:

  • Cefaleia cervicogênica
  • Cefaleia do tipo tensional
  • Migrânea

Para cada tipo há intervenções especifícas.

É importante salientar que esse trabalho deve ser realizado em parceria com um Neurologista, de preferência cefaliatra (especialista em dores de cabeça), e profissionais de outras especialidades, dependendo do caso.

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